E o rio seguia o seu curso por caminhos indeterminados...
Quiseram sempre os homens, não desde os primordios, mas desde o florescer da consciencia de poder, ter controle sobre tudo; tal consciencia surgiu em fator de algo que não cabe a mim investigar, finjamos então que essa consciencia nasceu como nascem moscas em pedaços de carne podres, por gerãção espontânea; logo, as moscas voarão para apoquentar a própria consciencia dos indivíduos.
E já não me vem à cabeça aquilo que os homens dominaram primeiramente. Como poderia? Seria um livro de história, escrito por influentes historiadores com base no que também influentes arqueólogos e antropólogos investigam, que me abençoaria com tal conhecimento? Desvendar esse sentimento tão intrínseco e misterioso - e, pelo fato de sermos também humanos e consequentemente também termos a ambição de ter controle, de possuir tudo, incluindo a posse da verdade, do saber como essa consciência foi construída, e de como ela evoluiu, segundo por segundo, movimento por movimento, e se perdermos um movimento, perdemos o fluxo do saber, nos sentimos perdidos - se tornou imprescindível, mesmo que tal conhecimento não vá interferir em nada na vida dos outros, nem contribua significativamente para a ciência movida à capital; trata-se exclusivamente da ciência substancial, aquela pela qual Fausto sofria em sua câmara sombria, em meio aos móveis velhos de seus antepassados, onde estão guardados pergaminhos e alfarrábios que, apesar de serem apóstolos de sua sabedoria, não trazem o conhecimento absoluto, e portanto, relegados à poeira e ao esquecimento.
Vendo o rio correr pela cerâmica branca da sala, observava o seu curso, e queria, como num jogo de sorte, a apostar todas as minhas fichas e girar a roleta russa. Apostaria no fato de que ele iria seguir para a direita, embora não prestasse atenção nos fatores externos, como a declividade do terreno ou a direção do vento; o importante era saber para onde ele iria, sem um mínimo de esforço e de inteligência.
Apenas saber!!!
Mas não, ele não foi para a direita...
... e então, percebi que não tinha influencia nenhuma no curso da verdade...
(continua...)
Quiseram sempre os homens, não desde os primordios, mas desde o florescer da consciencia de poder, ter controle sobre tudo; tal consciencia surgiu em fator de algo que não cabe a mim investigar, finjamos então que essa consciencia nasceu como nascem moscas em pedaços de carne podres, por gerãção espontânea; logo, as moscas voarão para apoquentar a própria consciencia dos indivíduos.
E já não me vem à cabeça aquilo que os homens dominaram primeiramente. Como poderia? Seria um livro de história, escrito por influentes historiadores com base no que também influentes arqueólogos e antropólogos investigam, que me abençoaria com tal conhecimento? Desvendar esse sentimento tão intrínseco e misterioso - e, pelo fato de sermos também humanos e consequentemente também termos a ambição de ter controle, de possuir tudo, incluindo a posse da verdade, do saber como essa consciência foi construída, e de como ela evoluiu, segundo por segundo, movimento por movimento, e se perdermos um movimento, perdemos o fluxo do saber, nos sentimos perdidos - se tornou imprescindível, mesmo que tal conhecimento não vá interferir em nada na vida dos outros, nem contribua significativamente para a ciência movida à capital; trata-se exclusivamente da ciência substancial, aquela pela qual Fausto sofria em sua câmara sombria, em meio aos móveis velhos de seus antepassados, onde estão guardados pergaminhos e alfarrábios que, apesar de serem apóstolos de sua sabedoria, não trazem o conhecimento absoluto, e portanto, relegados à poeira e ao esquecimento.
Vendo o rio correr pela cerâmica branca da sala, observava o seu curso, e queria, como num jogo de sorte, a apostar todas as minhas fichas e girar a roleta russa. Apostaria no fato de que ele iria seguir para a direita, embora não prestasse atenção nos fatores externos, como a declividade do terreno ou a direção do vento; o importante era saber para onde ele iria, sem um mínimo de esforço e de inteligência.
Apenas saber!!!
Mas não, ele não foi para a direita...
... e então, percebi que não tinha influencia nenhuma no curso da verdade...
(continua...)
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